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segunda-feira, 20 de abril de 2009

Os alemães e a sua paixão por cães

Alemanha | 18.03.2009


Os alemães adoram cachorros

Eles são amigos fiéis, divertidos e uma boa companhia nos momentos de solidão. Características como essas fazem muitos alemães nutrirem verdadeira adoração por cachorros.

Nas agências dos correios, no transporte público, em barzinhos ou em restaurantes: na Alemanha, os cães estão por toda a parte. A presença deles é permitida em muitos estabelecimentos do país, mas, quase sempre, presos à coleira.

Mesmo que à primeira vista esse costume possa causar estranhamento aos olhares estrangeiros, é justificável quando se conhece a adoração dos alemães pelos cachorros. Para muitos moradores do país, eles não são meros animais de estimação, mas fazem parte da família.

Barbara Herzog passeia com Ricky

Barbara Herzog passeia com Ricky

A aposentada Barbara Herzog, 71 anos, mora sozinha com Ricky e vê no cãozinho um companheiro para todas as horas. "Sempre o levo junto quando vou ao cabeleireiro ou a restaurantes, mas como alguns lugares não aceitam animais, às vezes preciso deixá-lo no carro", conta.

E a amizade não para por aí. Por acompanhá-la nas viagens de carro, Ricky tornou-se um cachorro internacional. "Ele conhece Paris e tem muitos amigos cães na Espanha", garante a simpática senhora, complementando: "Nas melhores viagens ele sempre me acompanha".

A massagista Marie Meier, 26 anos, também vê em Harry – da raça boxer – muito mais do que um animal de estimação. O cão, hoje com 4 anos, é – nas palavras dela – um bom amigo. "Ele é companheiro, silencioso, cheira bem e sabe se comportar. É ótimo tê-lo por perto", garante.

Meier, que mora sozinha com Harry, quis comprar um cachorro por causa do companheirismo comum a esses animais. "Os gatos gostam de ficar sozinhos. Não acho isso legal. Com Harry posso passear", diz.

Sobre os motivos que a levaram a escolher um cachorro, apesar do imposto anual exigido pela lei alemã pela posse, Meier brinca: "O imposto não é problema. Caro é ter um filho".

Imposto

Apesar dessa adoração, ter um cachorro, na Alemanha, pode custar caro. O preço de um labrador pode chegar a 1.500 euros. Já as raças leão da Rodésia ou dogue de Bordeaux valem em torno de 2 mil euros.

Fora isso, a lei obriga o proprietário a pagar imposto pela posse. A taxa, cujo valor varia de cidade para cidade, fica entre 60 e 160 euros por ano para o primeiro cão e, de regra, aumenta para cada cachorro adicional. Ela não tem um fim específico.

Conforme o Clube Canino Alemão (VDH), trata-se de um imposto sobre artigos de luxo. "Existem cidades em que o valor pode chegar a 700 euros para cães de combate", revela o relações-públicas da VDH, Udo Kopernik.

Já para os donos de cães treinados, a exemplo dos guias para cegos, salva-vidas e dos usados em terapias, há redução no imposto.

Responsabilidades do proprietário

Como demonstraram Herzog e Meier, ter um cachorro não se restringe a alimentá-lo. O animal precisa de carinho, contato social e cuidados especiais.

Eles recebem todos os tipos de cuidados

Eles recebem todos os tipos de cuidados

O VDH criou um guia para a emissão de uma carteira de condutor de cães. A habilitação comprova que o proprietário está capacitado a ter a guarda do animal sem colocar pessoas em perigo.

No guia constam algumas das responsabilidades dos proprietários que, na verdade, não são obrigações, mas dicas para que o cachorro tenha uma vida saudável e longa ao lado do seu dono.

Antes da compra, por exemplo, o interessado tem que pensar no espaço que o animal ocupará. Cães pequenos podem viver em apartamento; já os maiores precisam de espaço e não são indicados para pessoas que moram em casas sem pátio.

Conhecer as necessidades e características da raça escolhida também é importante. Os adultos de raça pequena ou média precisam ser alimentados de uma a duas vezes ao dia e os de raça grande, duas vezes ao dia.

Outro aspecto fundamental para a saúde do animal são os passeios. O ideal é que ocorram, pelo menos, duas vezes ao dia. Caso o cachorro viva num lar pequeno, a movimentação ganha ainda maior importância.

Dar banho, cortar suas unhas, escovar o pelo e dar biscoitos duros para preservar os dentes também estão entre as responsabilidades.

Férias com cachorros

Assim como Herzog, os proprietários que não quiserem abrir mão dos "amigos de quatro patas" em viagens ou nas férias têm a possibilidade de deixá-los aos cuidados de um dogsitter, um tipo de babá para cães. O profissional cuidará do animal sem tirá-lo de casa. O serviço inclui, ainda, alimentação e passeios.

Os hotéis de luxo para animais de estimação também são uma alternativa. No Pfötchenhotel há a oferta de massagens a terapia na piscina, exercícios físicos, brincadeiras, salão de beleza e passeios por grandes áreas verdes.

Autora: Caroline Eidt

Revisão: Alexandre Schossler

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