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domingo, 23 de novembro de 2008

Donos implantam microchip em animais adultos para facilitar identificação


Aparelho mede entre 1 cm e 3 cm e guarda principais informações do pet.
Para implantar o aparelho, dono paga entre R$ 50 e R$ 100.

A obrigatoriedade do implante de microchips em filhotes vendidos em pet shops de São Paulo e em cidades do interior tem despertado o interesse dos donos de animais já adultos, que estão colocando o equipamento em seus mascotes, apesar de não terem a obrigação de “chipar” os animais.

A nova moda entre os donos de pets é feita como forma de precaução, pois, caso o animal fuja ou se perca, o chip pode ajudar a recuperar informações sobre ele, como o nome do dono e telefone, ficando mais fácil localizar o dono.

O aposentado Antônio Fini, de 59 anos, resolveu colocar um microchip no seu labrador Toddy na sexta-feira (7), após conversa com o veterinário. “É que nem seguro de carro: a gente faz para garantir a tranqüilidade, mas não quer precisar dele nunca”, compara.

O preço do implantes não é lá muito convidativo, varia entre R$ 50 e R$ 100, mas, para Fini, é um investimento que vale a pena. "Dá mais esperança de encontrá-lo, caso ele fuja", justifica.

O uso do chip é comum nos Estados Unidos e já garantiu a felicidade de muitos donos que reencontraram os seus mascotes perdidos. É o caso do maltês Max, que fugiu de casa nos EUA em outubro e foi identificado dias depois a mais de 1.900 km de distância. A identificação veio graças ao microchip que o cachorro tinha implantado no corpo.

Segundo a veterinária Valéria Pires, gestora clinica do grupo Pet Center Marginal, o número de animais adultos com chip poderia ser bem maior em São Paulo, no entanto, muitos donos não sabem sequer da existência do equipamento. “Quando o cliente vem para dar a vacina no animal, por exemplo, nós comentamos sobre o microchip, e ele acaba pedindo para implantar como prevenção”, conta a veterinária.

Para que o animal fujão e com microchip seja localizado, é necessário que ele seja submetido a um equipamento de leitura do chip. O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de São Paulo possui leitores, mas afirma nunca ter registrado nenhum caso de animal abandonado portando um microchip. Por outro lado, os animais recolhidos da rua pelo órgão são “microchipados” no momento da entrega para adoção.

Como funciona?

Segundo o veterinário Gustavo Mantovani , da empresa D4Microchip, o pequeno chip eletrônico vem encapsulado em um cilindro de vidro biocompatível, ou seja, feito para não provocar estranhamento ao organismo. “É o mesmo vidro usado em marca-passos”, compara.

Esse aparelhinho minúsculo – entre 1 cm e 3 cm – ganha um número único e inalterável ainda durante a fabricação. “O chip é um dispositivo passivo e só é ‘ativado’ quando uma leitora é aproximada do animal para verificação do número. A comunicação é feita através de radiofreqüência”, explica Mantovani.

Quando um animal “chipado” desaparece, orienta Mantovani, o proprietário deve entrar em contato com o veterinário responsável pela implantação do aparelho e também acionar a empresa fornecedora do microchip. A vantagem é que não há o risco de o microchip se perder pelo corpo do animal, garantem os veterinários, nem parar de funcionar. Também não são necessárias manutenções nem qualquer tipo de recarga.

Não só em cães e gatos o microchip pode ser colocado. Segundo Mantovani, é possível colocar o chip em peixes, aves, ratos, morcegos e até em cobras, além de cavalos e bois. O aparelho é aplicado na região do pescoço, geralmente do lado esquerdo.

Desvantagem

Uma vez que o veterinário coloca o microchip no animal, ele deve cadastrar o proprietário em um banco de dados, onde devem constar várias informações sobre o dono e o mascote, como nome, endereço e telefones para contato. O problema é que esse banco de dados não é unificado em todo o Brasil e cada empresa que vende o aparelho tem o seu cadastro próprio.

“No Brasil, por exemplo, temos duas grandes redes de banco de dados. O dono precisa, então, se cadastrar nas duas para facilitar a localização do animal”, orienta a veterinária Valéria Pires. Uma vez cadastrado, o animal “chipado” pode ser identificado em qualquer lugar do mundo onde existir uma leitora. “Pelo menos a leitura segue um padrão internacional”, complementa Valéria.

Outro problema é que nem todas as clínicas veterinárias possuem o equipamento de leitura. Mantovani calcula que, em São Paulo, aproximadamente 80 clínicas disponham do aparelho, além dos centros de controle de zoonoses de casa município onde a “microchipagem” é obrigatória.

Apesar de ser útil, alguns donos de animais acreditam que o aparelhinho está longe de atingir a perfeição, pois ainda falta a localização por satélite. “Teve a dona de um gato que me perguntou se o microchip tinha GPS. Os donos iriam adorar, se existisse isso”, conta a veterinária, aos risos.

Serviço:
Pet Center Marginal, tel.: (11) 2797-7400
D4Microchip, tel.: (19) 3461-6161

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